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Escrito por Administrator   
Ter, 14 de Julho de 2009 01:15
Índice do Artigo
Artigos Variados
O Código diz
Antigo Cicloturista
A água do mundo
Motivos para pedalar
Automóvel uma epidemia
Política de bicicletas
Mito derrubado
Todas Páginas

Oque o Código de transito diz sobre nós ciclistas

As bicicletas e os ciclistas são classificados sob os seguintes termos: bicicletas, ciclos, ciclistas ou veículos de propulsão humana (VPH). Abaixo cito todos os trechos que encontrei citando esses termos, sempre com um comentário tentando explicar de forma simples o blá blá blá legal.

Os órgãos de trânsito têm obrigação de se preocupar com os ciclistas:

Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
(…)
II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veícuslos de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e segurança de ciclistas.

(o Art. 24 dispõe o mesmo sobre os órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios)

Pedestres têm prioridade sobre ciclistas e ciclistas têm prioridade sobre motos e carros:

Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
(…)
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

Os carros não devem nos fechar:

Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
(…)
Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.

Devemos andar na rua, no sentido dos carros e nos cantos da via (inclusive no esquerdo em caso de vias de mão única, embora geralmente isso seja bastante perigoso, sobretudo em avenidas de fluxo rápido):

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.

Bicicleta na calçada, só com autorização da autoridade de trânsito e sinalização adequada na calçada:

Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.

Quer passar pela calçada ou atravessar com a bike na faixa? O CNT manda desmontar:

Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios (…)
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.

Buzina, espelho e “sinalização” na frente, atrás, dos lados e nos pedais (que pode ser entendida por refletivos) são obrigatórios pelo Código, mas capacete não:

Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
(…)
VI – para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.

Obs.:O Projeto de Lei 2956/2004 pretende cancelar a obrigatoriedade do uso de “campainha” e espelho retrovisor, mas está em tramitação desde 2004. Em 2008, foi encaminhado ao Senado.

Os fabricantes e importadores são obrigados a fornecer as bicicletas com os equipamentos citados acima:

Do mesmo Art. 105:
§ 3º Os fabricantes, os importadores, os montadores, os encarroçadores de veículos e os revendedores devem comercializar os seus veículos com os equipamentos obrigatórios definidos neste artigo, e com os demais estabelecidos pelo CONTRAN.

Importadores e fabricantes de bicicletas são obrigados a fornecer um manual contendo mais ou menos tudo isso que eu estou dizendo aqui, além de instruções sobre direção defensiva e primeiros socorros:

Art. 338. As montadoras, encarroçadoras, os importadores e fabricantes, ao comerciarem veículos automotores de qualquer categoria e ciclos, são obrigados a fornecer, no ato da comercialização do respectivo veículo, manual contendo normas de circulação, infrações, penalidades, direção defensiva, primeiros socorros e Anexos do Código de Trânsito Brasileiro.

O Código dá direito aos Municípios de registrar e licenciar as bicicletas caso decidam fazer isso:

Art. 129. O registro e o licenciamento dos veículos de propulsão humana, dos ciclomotores e dos veículos de tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do domicílio ou residência de seus proprietários.
[ver também Art.24, incisos XVII e XVIII e Art.141]

Ameaçar o ciclista com o carro é infração gravíssima, passível de suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo e da habilitação:

Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa – retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.

Colar na traseira do ciclista ou apertar ele contra a calçada é infração grave:

Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo:
Infração – grave;
Penalidade – multa.

Estacionar na ciclovia é infração grave, sujeita a multa e guincho:

Art. 181. Estacionar o veículo:
(…)
VIII – no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – remoção do veículo;

Andar com o carro na ciclovia ou mesmo numa ciclofaixa é o mesmo que dirigir na calçada, infração gravíssima:

Art. 193. Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de canalização, gramados e jardins públicos:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa (três vezes).

O carro deve dar preferência de passagem ao ciclista quando ele já estiver atravessando a via, mesmo que o sinal abra para o carro:

Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:
I – que se encontre na faixa a ele destinada;
II – que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;
(…)
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa.
IV – quando houver iniciado a travessia mesmo que não haja sinalização a ele destinada;
V – que esteja atravessando a via transversal para onde se dirige o veículo:
Infração – grave;
Penalidade – multa.

Tirar fina é infração média:

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração – média;
Penalidade – multa.

Se a fina for em alta velocidade, são duas multas (a média aí de cima mais essa grave aqui):

Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
(…)
XIII – ao ultrapassar ciclista:
Infração – grave;
Penalidade – multa;

Deixar de andar com a bicicleta em fila única pela lateral da rua ou acostamento é infração média:

Art. 247. Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de tração animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a eles destinados:
Infração – média;
Penalidade – multa.

Somos proibidos de circular em vias de trânsito rápido e em rodovias sem acostamento, além de algumas outras coisinhas que pouquíssimos ciclistas sabem:

Art. 244, § 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de:
a) conduzir passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele destinado;
b) transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias;
c) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.

Inciso III – fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda;
Inciso VII – sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo eventualmente para indicação de manobras;
Inciso VIII – transportando carga incompatível com suas especificações

Bicicleta na calçada ou pilotagem “agressiva” é motivo para multa e apreensão da bicicleta (mas a autoridade é obrigada a fornecer um recibo!):

Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:
Infração – média;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.

Acostamento é lugar de bicicleta sim:

ACOSTAMENTO – parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.

Bicicleta também é veículo:

BICICLETA – veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.

Bicicletário é o nome oficial do “estacionamento de bicicletas”:

BICICLETÁRIO – local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.

O chamado bordo da pista é só o canto, a beirada, sem uma definição clara de até onde é considerado bordo:

BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.

Ciclo é uma bicicleta, um triciclo, etc., desde que movido a propulsão humana:

CICLO – veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.

Ciclofaixa é uma “faixa de ônibus” para bicicletas e outros VPH:

CICLOFAIXA – parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.

Ciclovia é quando é separada dos carros (mas não é lugar de pedestre!):

CICLOVIA – pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.

Calçada é para pedestres, bicicleta só circula nela em casos excepcionais:

PASSEIO – parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.


Da Bahia à Nova York de Bicicleta

Há 81 anos, baiano percorria as Américas de bicicleta

Texto: Lucas Fróes
Fonte:
www.amigosdebike.com.br
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Quem considera uma façanha heróica a viagem motorizada de Che Guevara pela América do Sul, certamente não conhece a história de Rubens Pinheiro. Há 80 anos, o jovem baiano, então com17 anos de idade, saiu de Salvador rumo a Nova York, nos Estados Unidos, pedalando uma bicicleta. Foram 18 mil quilômetros de um raid (jornada) que só terminaria dois anos depois.
Um feito até então inédito. Se em 1952 o Che foi da Argentina à Venezuela junto com o amigo Alberto Granado que escreveu um livro que deu origem ao famoso filme “Diários de Motocicleta”, de Walter Salles.
Rubens Pinheiro teve como companhia apenas a sua bicicleta, da marca alemã Opel durante toda a viagem.
Tudo começou quando Pinheiro conheceu o ciclista pernambucano Maurício Monteiro, que estava de passagem por Salvador rumo a Buenos Aires. Os dois conversaram e Rubens disse que sonhava em fazer uma viagem daquelas. Ouvindo isto, o pernambucano lhe convidou para acompanhá-lo no resto da viagem. Rubens refutou, já que pouco entendia
O pernambucano ironizou-o, dizendo que nenhum baiano teria coragem de fazer uma jornada como aquela. Mas Rubens desafiou-o: “talvez haja um baiano que faça uma viagem maior que a sua”.

E faria mesmo. No dia 15 de março de 1927, o jornal soteropolitano Diário de Notícias destacava:
“Eram 8 horas e 40 minutos hoje.
Um rapaz, roupa de escoteiro, ao lado de uma bicicleta devidamente equipada,
recebia os últimos adeuses dos seus camaradas na hora da partida para uma aventura realmente prodigiosa:
cobrir, pedalando, as distâncias imensas que separam esta cidade de New York”.

Com foguetes, acenos de populares e companhia dos amigos nos primeiros três
Rubens partia para uma viagem digna de desbravar a América. Logo viria o primeiro contratempo. Quando estava em Miguel Calmon, foi obrigado a retornar a Salvador,
pois o filho do prefeito resolveu dar uma volta na sua bicicleta e acabou destruindo-a.
Caminho de volta feito, bicicleta consertada e Rubens seguiu estrada. Pedalando rumo ao norte da o ciclista atravessou a divisa do estado do Piauí. De lá passou por Maranhão, Pará e Amazonas. Neste trajeto, apenas no caminho a Manaus ele foi obrigado a pegar um navio. Mesmo assim, passou todo o tempo pedalando no interior da embarcação para, da maneira dele, também percorrer a distância.

Depois de sair do Brasil cruzando a fronteira com a Venezuela, passaria por Colômbia, Panamá, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e México, até entrar nos Estados Unidos, já em 1929.
Mais algumas semanas pedalando em solo norte-americano e ele chegaria à Nova York no dia 1º de abril, onde foi recebido pelo cônsul geral do Brasil, Sebastião Sampaio,
e ganharia um banquete oferecido pelos brasileiros residentes no bairro do Brooklin.
Rubens ainda permaneceu mais dois meses nos Estados Unidos, trabalhando como pôde, até retornar ao Brasil.

Diários de bicicleta - Em sua bagagem, Rubens Pinheiro levou um caderno que preencheu
com assinaturas de autoridades e das mais diversas pessoas que testemunhavam sua jornada e
ofereciam suas boas recomendações para terceiros. Além disso, ele distribuía um cartão com sua identificação, numa forma elegante de pedir contribuições. Uma parte do que ganhava era enviado direto para a mãe, em Salvador.
Na Venezuela, chegou a receber dinheiro do próprio presidente do país, o General José Vicente Gómez. No México, foi recebido em pessoa pelo presidente Emilio Portes Gil. Precisando levantar dinheiro para prosseguir viagem, Rubens se virava como podia.

Além das doações que recebia, ele fazia exibições ciclísticas e participava de corridas.
Apelava também para a criatividade. Numa de suas estadias, fez amizade com um garoto que o conheceu com sua bicicleta na porta do colégio.
Rubens deu dinheiro a ele, a um outro amigo e combinaram um plano: foram ao restaurante do hotel e deixaram cartões em todas as mesas, antes que os clientes chegassem. Quando a sala estava repleta, os garotos se levantaram, fazendo questão de serem notados, e deram o dinheiro a Rubens. Em ato contínuo, todos os presentes resolveram seguir
o exemplo fazendo doações ao brasileiro.
As situações inusitadas do trajeto foram muitas. No alto do Rio Negro, em plena selva amazônica, o baiano se perdeu e acabou passando dois dias em cima de uma árvore,
com medo de uma onça que esperava pacientemente para “almoçá-lo”.
Quando o bicho se cansou ele deu no pé, saiu correndo e esqueceu a bicicleta, que só foi recuperada dias depois.

Foi por manter contato com as pessoas mais diversas que Rubens acabou sendo companheiro de estrada de um homem que carregava dois revólveres. Era simplesmente o revolucionário nicaragüense Augusto César Sandino. Em outro lance da história, ele passou pelo Canal do Panamá e conheceu de perto os revezes da influência dos Estados Unidos na América Central.
Em busca do ciclista perdido - Apesar da façanha, o nome de Rubens Pinheiro é completamente desconhecido dos órgãos como a Federação Baiana, Confederação Brasileira de Ciclismo, Comitê Olímpico Brasileiro ou mesmo historiadores,
ninguém tem sequer uma pista sua. Tudo o que se sabe de sua história foi relatado no livro “Herói esquecido – Raid em bicicleta”, escrito e lançado por ele mesmo, em 1978, meio século depois da façanha.

Mas o amargo do esquecimento que ele se queixa no livro começou a ser sentido pelo baiano logo após o raid ciclístico.
Quando chegou de navio no Rio de Janeiro, regressando dos EUA, Rubens não teve o apoio nem o reconhecimento desejado dentro do próprio país. Esperou duas semanas até conseguir uma audiência pública com o presidente Washington Luís.
Quando se aproximou do mandatário, lhe contou da viagem pedindo também um emprego e uma passagem de volta para a Bahia.
“O Brasil mandou você fazer alguma coisa?”, respondeu secamente o presidente, que seria deposto pela revolução de 30.

No mesmo dia da decepção na audiência, ele foi acolhido por Luis Lasaigne, diretor da Mesbla na então capital federal, que ficou sensibilizado com a história e lhe deu passagens de volta à Bahia. Em troca, Rubens deixou sua bicicleta para ser exposta na vitrine da loja. Na volta a Salvador, Rubens iria continuar dando mostras de que era um aventureiro por natureza. Se na infância ele aproveitava, escondido, as matinês do Cinema Olympia – além de ter fugido de casa para trabalhar –, agora, depois do raid,continuaria fazendo das suas. Organizou uma missa no Bomfim em que, ao final, desceu as escadarias montado de costas na bicicleta.
Uma vez na cidade natal, Rubens logo precisaria se organizar para trabalhar e ganhar a vida.
Ele fazia o que aparecia pela frente. Primeiro tirou carteira de habilitação e trabalhou como motorista. Depois, chegou a ser guarda de trânsito. Mas certa feita um grande circo chegou à cidade. E chegou oferecendo um prêmio de um conto de réis para quem se habilitasse a andar de moto no globo da morte. Provavelmente não imaginavam que haveria um Rubens Pinheiro no caminho para topar a parada e ganhar o prêmio.
Depois deste dia, seguiu viagem com um grupo mambembe. Largou a corporação e optou pelo circo.


A ÁGUA DO MUNDO

Vou correndo, como se isso me fizesse escapar dos pingos da chuva que se inicia. Menos tempo na chuva, pode ser ilusório, mas tenho a impressão de que ficarei menos molhado, de que chegarei menos ensopado. Com o canto do olho observo o senhor que com a mangueira termina de limpar a calçada, mesmo sabendo que a chuva há de modificar todo o cenário nos próximos instantes. Ou vai trazer de volta toda a sujeira que ele está tirando ou vai lavar outra vez o que ele acabou de lavar.

A água que cai do céu cai purinha, purinha, é o que penso enquanto corro dela. A água que cai do céu. Lembro-me do livro da Camille Paglia em que ela afirmava, ou pelo menos foi o que me recordo de ter dali subtraído, que o homem havia optado por viver em grupo por temor aos fenômenos naturais: chuvas, clima, terremotos etc. Foi preciso se unir contra as forças da natureza. As forças amorais na natureza. Quando passa um furacão levando tudo, bons ou os maus, estão todos ameaçados. Quando chove muito e tudo começa a inundar, anjos e demônios poderão estar, em breve, igualmente submersos. Quando a água falta, senhores e escravos morrem da mesma sede. Há forças mais poderosas que a maldade humana.

Os destinos turísticos são, em sua maioria, lugares interessantes por causa da água. Praias, lagos, rios, cachoeiras: somos naturalmente atraídos pela água. A simples vista para o mar ou rio já torna um ambiente mais interessante. Parece óbvio o que digo mas se levarmos em conta que grande parte do planeta é tomado por água isso passa a ser, sim, digno de nota: vivemos em meio a tanta água e ainda somos tão fascinados por ela! Nosso organismo é também, em sua maior porção, água. Somos água, viemos da água, para a água voltaremos e, enquanto tivermos como aproveitar a vida, queremos fazê-lo perto de alguma fonte de água límpida, na beira de um rio ou mar. Navegando, que seja. Queremos água.

Vivemos, porém, sob o alerta de que a água pode acabar. É preciso economizar. Parece absurdo pois a água é absolutamente indestrutível! Se você toca fogo ela vira fumaça e depois volta a ser água, se congela ela derrete e volta a ser água, seja lá o que se faça com ela, a água volta a ser água depois de um tempo, pura e cristalina. E na mesma quantidade! Pois é. Mas pode voltar salgada. Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar? O prejuízo maior que a água pode sofrer é a poluição. Uma vez poluída a água pode demorar muitos anos para voltar ao seu estado natural, potável, como os pingos da chuva lá do início.

Volto ao início e ao senhor que tentava varrer uma folha de árvore, pequenina, da porta de seu prédio, segundos antes da chuva começar. Quantos litros de água pura ele desperdiçava naquela tarefa imbecil? Não seria mais fácil varrer a folhinha ou pegá-la com a mão? Aquela água correria para o bueiro e se juntaria ao esgoto cheio de substâncias químicas e de lá iria parar sabe-se lá onde, mas, poluída, demoraria um tempo enorme para voltar para o reservatório d'água da cidade. Este tempo é que pode ser o suficiente para uma cidade entrar em caos por não ter o que beber. A água não vai "acabar" nunca, mas talvez, um dia, não possamos usufruir dela onde e como gostaríamos. Talvez as grandes desgraças naturais não nos metam tanto medo porque o que nos vai derrotar mesmo sejam as folhinhas nas calçadas. Aguadas de estupidez.

LEO JAIME


MOTIVOS PARA PEDALAR


Pronto para experimentar?

*Emagrece - Andar de bike é um exercício aeróbico, portanto queima calorias. O valor exato varia de acordo com o peso, a altura, a idade e o ritmo de cada pessoa. Mas a média é de 400 a 500 calorias por hora.


* Aumenta o fôlego - Quando você mexe o corpo, todo o organismo, especialmente os músculos, pede por oxigênio, que é o catalisador que transforma a glicose em energia. Aí os pulmões são obrigados a trabalhar mais rápido para garantir o suprimento dessa substância e a expulsão do gás carbônico (o resultado tóxico da reação). Quem pedala habitua os pulmões a essa sobrecarga.


*Deixa as pernas torneadas (Principalmente para a mulherada...) - A musculatura dessa região é bem solicitada durante a pedalada. Resultado: coxas firmes e panturrilhas trabalhadas. O aumento de massa muscular, no entanto, é discreto – nada que se iguale a um treino de musculação. Mas como andar de bike também queima o excesso de gordura, a definição fica evidente.


*Exercita a cabeça - O momento em que você está em cima da bike é aquele em que as grandes idéias surgem. Esse fato tem tudo a ver com o exercício. Fazer uma atividade aeróbica regular gera uma melhora significativa da memória e de outras habilidades mentais. Porém, isso regride quando você pára de se exercitar.


*Economiza dinheiro - Ao trocar o carro pela bike, você deixa de gastar uma tremenda grana com combustível. Isso significa um bom saldo na conta bancária.


*Alivia o stress - Como qualquer outro exercício, pedalar estimula a produção de endorfina, neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Ou seja: ao final da pedalada, você vai ganhar uma tremenda disposição para enfrentar o dia-a-dia.


*Ajuda a salvar o planeta - Um dos gases responsáveis pelo efeito estufa é o dióxido de carbono (CO2 ). E a maior parte dele vem da queima de combustíveis. Esse gás, quando presente na atmosfera, forma uma barreira, impedindo que a radiação solar refletida pela superfície da Terra volte para o espaço – criando, assim, o efeito de uma estufa. Com isso, as temperaturas do ar, dos oceanos e dos lagos aumentam e as funções dos ecossistemas começam a mudar. Segundo especialistas, já existe um volume de CO2 na atmosfera que vai afetar a nossa vida por mais de 100 anos. Ao andar de bike, você não lança dióxido de carbono, ajudando a reduzir as concentrações do gás e deixando o planeta menos poluído.


*Previne doenças - Se pesquisar a respeito das vantagens de praticar um esporte regularmente, vai perder alguns dias de tantos estudos que existem… Quem pedala mantém o organismo ativo e não deixa que vários mecanismos enferrugem. Você fica resistente a várias doenças, como osteoporose e problemas cardíacos.


*Dribla os congestionamentos - A bicicleta é o segundo meio de transporte mais rápido nas grandes cidades na hora do rush, perdendo apenas para a moto (dependendo da cidade). Mas é preciso ficar atento às normas de segurança para circular no meio do trânsito.


*Facilita conhecer a cidade - Preso dentro do carro, você nem imagina quanta coisa bacana é possível encontrar nas ruas e avenidas da região onde mora. Sentado na bicicleta, além de sentir aquele vento gostoso no rosto, que dá sensação de liberdade, seu campo de visão se amplia e você consegue visualizar melhor o ambiente.

Por: Christina Biltonveni - Revista Boa Forma
Edição On line


AUTOMÓVEL, UMA EPIDEMIA QUE MATA CADA VEZ MAIS

Eles são simplesmente a maior causa da poluição atmosférica e do aquecimento global.
Formam também o maior mercado da indústria do petróleo, que fomenta tantas guerras.
E como se isso não fosse ruim o bastante está piorando!

A cada 13 minutos ocorre uma morte por acidente de trânsito no Brasil, essa estatística não inclui os animais não humanos assim como as mortes também “acidentais” decorrentes de doenças respiratórias causada pela poluição automobilística. E nos hospitais de cada dez leitos hospitalares, pelo menos cincos são ocupados por acidentados no trânsito.

Os acidentes de trânsito no Brasil são o segundo problema de saúde pública, só perdendo para desnutrição. Sem contar com o estresse, perda de tempo com o trânsito parado e muitas coisas mais que daria para encher cem páginas de coisas ruins que os automóveis tem feito com o ser humano, principalmente em São Paulo nos últimos tempos.

Com isso minha afirmação que é uma epidemia muito pior que a dengue!

Pelo menos em São Paulo algo está sendo feito!

Pontes com valores muito altos, diminuição de calçadas, estradas, tudo aquilo que possa melhorar a circulação dos automóveis. Tudo pelo motor. Além disso, grande parte da classe média investe mais em seus carros do que em casa própria. A generalização do carro particular golpeou os transportes coletivos, alterou o urbanismo e habitat. Hoje em São Paulo à tranqüilidade dos bairros acabaram dando lugar a vias alternativas para os carros.
E cada vez mais carros aparecem nas ruas, levando apenas uma pessoa.

O mito do prazer e do benefício do carro persiste. Para muitas pessoas é impossível hoje viver sem o carro. O carro foi transformado em uma necessidade e dirigir também é uma forma de liberdade, representa o poder masculino, luxo, status, poder. Para a mídia, o carro é uma paixão dos brasileiros. Belas formas aerodinâmicas, ronco e potência no motor, alguns modelos verdadeiras obras de arte de lata que solta fumaça. Mas que encantam multidões de pessoas que aos poucos vem morrendo pelo próprio prazer. Tornando o automóvel um instrumento de poder e destruição que continua matando e sem punição. Mesmo com todos esses números de mortes, engarrafamentos monstruosos, fumaça crescente, nada vem sendo feito. Pois quem se atreve a combater a indústria automobilística? Esse poder do motor que continua sendo um indicador chave na economia mundial.

Talvez quando algum político ou um parente bem próximo começar a cair com falta de ar, com feridas na pele soltando pus começarem a aparecer, os olhos se esbugalharem e a boca começar a espumar pode ser que algo de radical contra os automóveis comece a ser feito.

Enquanto isso questionar o automóvel implica, de início, que questionamos as significações de tempo e espaço desta sociedade.

Mas o que fazer? À resposta é simples! Sejamos ciclistas.

Autor: Otto Silva publicado no site Sampa Bikers


POLÍTICA DE BICICLETAS:

Governantes anunciam um novo pacote de medidas para ‘melhorar o trânsito’. outra vez fica explícita a falta de importância que a bicicleta tem para as nossas autoridades. Não são capazes de entender os benefícios de uma cidade mais limpa, silenciosa, com um ar mais puro. Privilegiam descaradamente o meio de transporte mais irracional, injusto e perigoso. ´Carros são acidentes esperando para acontecer´.
As visões técnicas e realmente bem intencionadas dos comandantes são direcionadas ao fluxo dos carros. Este não pode parar de jeito nenhum. ´Teremos mais tudo, mortes, poluição, ruas barulhentas e degradadas!´ Cidades do mundo inteiro estão despertando para a bicicleta enquanto cidades do Brasil permanecem no seu sonâmbulismo crônico, em que o carro e a cultura dos ´centros de compra´ são exaltados como a salvação da civilização.
Enquanto os motoristas recebem vários estímulos positivos, tais como isenção de impostos, ruas lisas, espaços para correrem cada vez mais, os usuários de ônibus tem que pagar uma pequena fortuna pelo privilégio de serem esprimidos, talvez até cuspidos para fora da máquina em movimento. Ah, mas isto ouvindo música clássica, com dignidade!
Os pedestres também não são ´cuidados´ com a mesma dedicação, o mesmo amor com que os empreiteiros e construtores de viadutos mostram para com os carros. E os ciclistas, por sua vez, são empurrados para o meio fio! Para realmente melhorar o trânsito precisamos entender que as ruas são limitadas. Que uma cidade cortada pelo trânsito veloz, onde deputados voam a 190km/h, em que ciclofaixas só aparecem na retórica das campanhas políticas, onde as ciclovias existentes ou são calçacas asfaltadas cheias de obstáculos, ou tem sua manutenção completamente ignorada, não deve ser considerada, de forma alguma, uma cidade sustentável.
Se as vias dos carros fossem tratadas com tamanho descaso se tomariam ações imediatamente. Os motoristas fariam buzinaços, saíriam em carretas. Não pagariam mais os seus impostos.Os ciclistas podem ser silenciosos em seus conflitos diários com a falta de respeito e segurança que recebem dos motoristas, mas estão bem acordados para o que está acontecendo. Para uma melhoria no trânsito, na qualidade de vida, da saúde social, outras medidas deveriam ser anunciadas.

Já disseram os Situacionistas em 1959:
“Não se trata de combater o automóvel como um mal. Sua exagerada concentração nas cidades é que leva à negação de sua função. É claro que o urbanismo não deve ignorar o automóvel, mas menos ainda aceitá-lo como tema central. Deve trabalhar para o seu enfraquecimento. Em todo caso, pode-se prever sua proibição dentro de certos conjuntos novos assim como em algumas cidades antigas.”

texto adaptado

publicado originalmente no site Bicicletada Curitiba por: GOURA NATARAJ


MITO DERRUBADO:

A bicicleta é sua aliada contra a impotência sexual.

A prática esportiva é essencial para solucionar um dos problemas que mais afligem os homens. Não faz muito tempo boa parte da imprensa alardeou que pedalar poderia causar disfunção erétil, noticia que deixou até os mais céticos dos ciclistas preocupados. Muitos até evitaram subir em sua bicicleta por medo do surgimento de doenças que poderiam prejudicar a ereção e a atividade sexual. Porém, não existem dúvidas sobre o benefício da prática esportiva à qualidade de vida e à prevenção de doenças “São raros os casos de ciclistas com disfunção erétil provenientes do esporte. Em todo meu histórico profissional, vi apenas um caso parecido, mas nem havia sido causado pelo selim, mas pelo banco de uma motocicleta”, alivia os ciclistas José Mario reis, médico e cirurgião vascular do Instituto H. Ellis – Centro Multidisciplinar de Diagnóstico e Tratamento em Sexualidade Humana, Cirurgia Vascular e Angiologia – e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Reis explica que, ao pedalar, o selim fica exatamente embaixo da região genital, onde se encontram o nervo responsável pelo estímulo sexual e a artéria responsável pelo fluxo sanguíneo ao corpo cavernoso. Essa pressão pode causar trauma no feixe vasculonervoso. Se essa compressão demasiada for do nervo, ocorre uma dormência momentânea, algo bastante comum aos ciclistas, principalmente àqueles que pedalam por longos períodos. “É algo totalmente reversível, É só parar de pedalar que a dormência passa”, dia o médico. O problema reside na lesão por compressão da artéria que conduz o sangue ao pênis. “O indivíduo até consegue ter ereção inicial, mas não a mantém. Nesse caso, opta-se por cirurgia ou pelo uso de medicamentos que estimulam a ereção”.

Os motivos do medo.

Desde 1997, quando Irwin Goldstein, pesquisador da Universidade de Boston, estimou que cerca de 100 mil homens teriam desenvolvido impotência sexual devido ao ciclismo, esse tema tornou-se polêmico. Trabalhos foram publicados explorando o assunto, que ainda hoje inspira atenção. Fato é que, em 2005, o jornal “The New York Times” publicou artigo orientando os praticante de ciclismo sobre as preocupações que devem ser tomadas para evitar problemas sexuais. Na revista médica ”Journal of Andrology”, em 2002, um estudo revelou a diminuição da rigidez e da função erétil noturna em policias que trabalhavam de bicicleta. E, como foi divulgado no “Evanston Northwestern Heathcare” de 2004, o ciclismo bem sendo associado à compressão perineal, que pode lesar nervos e o suprimento sanguíneo responsável pela ereção. O mesmo artigo ainda sugere mecanismos para minimizar esse trauma. “Opte sempre por selins anatômicos, muitos possuem abertura para aliviar a pressão contra a região do períneo”, orienta o médico José Mario reis. Vários estudos parecem confirmar a relação entre impotência e ciclismo devido a esse mecanismo. O que não se pode afirmar, como diz Reis, é que pedalar seja a causa da disfunção erétil. Porém, em indivíduos que já apresentem diabetes, hipertensão arterial, vasculopatias e tabagismo, a compressão perineal prolongada pode desencadear o processo de aparecimento da impotência sexual. Para contornar qualquer um desses males, evite pedalar longos períodos sentado: alterne o percurso pedalando em pé para aliviar essa compressão. Convém realizar ainda um check-up prostático anual, se o indivíduo tiver mais de 40 anos. Limitar a ingestão de calorias e gorduras de origem animal, aumentar a proporção de vegetais na dieta (soja e tomate, por exemplo), beber uma taça de vinho tinto ao dia e fazer exercícios regularmente. Essa é certamente a melhor prevenção para as doenças.

Próstata e o ciclismo

A preocupação com o câncer de testículo ocorre principalmente da lembrança do heptacampeão do Tour de France, o americano Lance Armstrond. Vítima de um agressivo tumor testicular disseminado, após tratamento quimioterápico ele ficou curado. Para a felicidade dos ciclistas não existem estudos relatando a associação entre câncer de próstata e ciclismo. Compressão na região perineal tem sido relacionada à elevação do PSA (antígeno prostático específico), que é uma substância produzida pela próstata e que ajuda no diagnóstico de doenças nesse órgão. Isso pode confundir a análise do PSA e, por esse motivo, orienta0se o individuo a evitar o ciclismo no período de coleta do material para exame. E, ao contrário do que se podia imaginar, estudos da Harvard Medical School demonstram que exercícios físicos aeróbicos, incluindo ciclismo, auxiliam na prevenção do câncer prostático.


A impotência que está na cabeça

No Brasil, estima-se que aproximadamente 47% dos homens apresentem algum grau de disfunção erétil, segundo estudo coordenado pelo Projeto Sexualidade (Prosex) – USP e pelo Instituto Osvaldo Cruz (BA), em sete estados brasileiros no ano de 2000, com o apoio Pfizer. Nos EUA, mais de 20 milhões de homens apresentam esse problema. Boa parte dos casos de impotência sexual não está relacionada diretamente a problemas do corpo cavernoso, mas à qualidade de vida do homem. A dificuldade de ereção, neste caso, ocorre geralmente por ansiedade em relação a atividade sexual, ao medo do fracasso, a preocupação acerca do próprio desempenho sexual, à depressão, a dificuldade pessoais e ao sedentarismo. “Eu costumo indicar esportes àqueles que têm problemas de ereção. A atividade física ajuda no combate à depressão, alivia o estresse, estimula a produção da endorfina, responsável pela sensação de bem-estar, aumenta o fôlego e a resistência do homem, ou seja, os exercícios estão diretamente ligados ao combate dos gatilhos que desencadeiam problemas de ereção”, diz Luciana Amadi, psicóloga com experiência em sexualidade humana no atendimento de adolescentes, adultos e casais e especializada em psicodrama pela PUC-SOPSP (Sociedade de Psicodrama de São Paulo).

Além dos benefícios citados, o esporte aumenta a autoestima de quem o pratica. “Afora a resposta fisiológica, o exercício eleva a autoestima do homem. E um dos principais fatores do fracasso sexual é a baixa autoestima”, finaliza a psicóloga Luciana Amadi. Portanto, ponha os fantasmas no armário.
Ana Paula de Oliveira - Revista Vo2 março/09

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